domingo, 3 de junho de 2012

Estruturalismo Americano

O estruturalismo é uma corrente de pensamento que considera a linguagem um sistema de signos. O Estruturalismo teve origem na linguística, e exerceu forte influência em outras áreas da ciência. Na linguística, surgiram duas vertentes do estruturalismo: o estruturalismo europeu e o estruturalismo americano. O estruturalismo europeu é baseado nas teorias de Ferdinand de Saussure e suas dicotomias. Entre 1920 e 1950 o estruturalismo ganhou espaço nos Estados Unidos e surge, então, o estruturalismo americano que é fundamentado, principalmente, nas teorias de Leonard Bloomfield.
Nos Estados Unidos, surgia a necessidade de compreender as línguas ameríndias ágrafas. Neste aspecto, o trabalho de Franz Boas e Edward Sapir, especialistas nas línguas indígenas das Américas, foi fundamental. A partir de então, o estruturalismo americano foi ganhando força, sempre com a preocupação de descrever as línguas sincronicamente. Leonard Bloomfield também desenvolveu um trabalho extenso nessa área. Sua principal obra Language sintetizou a teoria e a prática de análise linguística.
Bloomfield se opunha ao estruturalismo de Saussure, pois os métodos empregados pelos europeus eram basicamente teóricos e não serviam para analisar uma língua desconhecida e sem registros antecedentes. Portanto, não poderiam ser feitas a partir de informações prévias. A análise das línguas deve ser descritiva e seu estudo, feito de forma empírica e indutivista.
Outra teoria de análise linguística proposta por Bloomfield foi o distribucionalismo, baseado no conceito de função, no qual cada palavra é definida de acordo com a posição que ocupa na frase.
Outra grande influência do estruturalismo americano foi o Behaviorismo, uma corrente teórica que observa e analisa o comportamento humano e animal.  Na qual os comportamentos são explicados por condicionamento, reforço, estímulo e resposta. Que é o processo no qual um estímulo gera uma resposta, que por sua vez, gera uma consequência. Essa consequência ao ser reforçada aumenta a chance de se repetir e ao ser punida, diminui a probabilidade de acontecer novamente. Na perspectiva behaviorista, a aprendizagem é adquirida de forma mecânica e através de estímulos, respostas e reforços positivos ou negativos. A criança é estimulada a falar a palavra "mãe" quando ouve a mãe dizendo ou pela visão da mãe. Ao falar, a criança responde a esses estímulos e, então, é reforçada positivamente; aumentando assim a probabilidade dela repetir a palavra e criar um hábito. Depois que as respostas condicionadas estão estabelecidas, hábitos verbais começam a se formar. E é nesse contexto que os estudiosos de linguística, que tinham como objetivo descrever e comparar línguas, recorreram às teorias behavioristas para que fosse possível prever as dificuldades que os aprendizes enfrentariam ao aprender um determinado idioma.
O estruturalismo americano sofreu duras críticas de Noam Chomsky, pois diferentemente dos behavioristas, Chomsky acreditava que a linguagem era inata. Para ele, as pessoas possuem uma criatividade linguística, ou seja, a capacidade de criar frases nunca ouvidas. A partir dessas teorias Chomsky dá origem à outra corrente linguística: o Gerativismo

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