terça-feira, 10 de abril de 2012

Resumo- O Estruturalismo Linguístico (alguns caminhos).

1-       As notícias dos principais viajantes
O estruturalismo teve sobre os estudos da linguagem, no Brasil um impacto enorme, típico de uma escola dominante. Seu advento se deu no Brasil durante os anos de 1960 e coincidiu com o reconhecimento da linguística como disciplina autônoma.

2-       O saussurianismo


2-1 Língua e fala
Comecemos, pois por falar da distinção entre língua e fala, a qual Saussure chegou refletindo sobre várias experiências do dia-a-dia, uma das quais foi o jogo. Tanto a experiência de jogar como a experiência de comunicar-se através de uma língua historicamente dada envolvem interação com outras pessoas, e prestam-se a ser analisadas e comparadas de várias pontos de vista diferentes; assim, não admira que ao longo dos tempos, o jogo e a linguagem tenham sido comparados várias vezes, com resultados diferentes.

2-2 Metáfora do jogo e conceito de valor
Voltamos, porém, a metáfora do jogo e ao conceito de valor. Todos nós sabemos que é possível substituir uma peça perdida ( por ex, no jogo de xadrez, uma torre que se extraviou) por outro objeto qualquer, e jogar o jogo sem problemas, desde que convencionemos outra peça improvisada )seja ela um botão ou uma pedra) representará a que extraviou.

2-3 Forma e substância
Uma vez assimilada a ideia de pertinência, chega-se naturalmente a decisão de querer considerar como objetos de análise apenas aqueles elementos da fala que podem ser considerados como pertinentes, no sentido que acaba de ser caracterizado.

2-4 Signo linguístico
O que se procura mostrar, através dessas metáforas, é que, relacioná-las (opô-la) a todas as demais unidades daquela mesma língua. No começo do século XX, essa ideia era extremamente inovadora, contrária mesmo ao senso comum, e não admira que, para colocá-la ao abrigo de possíveis confusões , Saussure tenha sentido a necessidade de criar os termos significante, significado e signo, que nasciam comprometidos com sua concepção essencialmente opositiva das unidades linguísticas.

2-5 Valor linguístico
Falar em valor linguístico a propósito de Saussure é antes de mais nada, resaltar a natureza opositiva do signo.

2-6 Arbitrariedade das línguas
A noção radical de arbitrariedade tem tudo a ver com a noção de valor linguístico, e os exemplos que poderiam era dados acabam mostrando que cada língua organiza seus signos através de uma complexa rede de relações que não será reencontrada em nenhuma outra língua.

2-7 Sincronia e diacronia
Trata-se da oposição entre sincronia e diacronia. Seria um equívoco pensar que os estudiosos da língua anteriores a Saussure nunca pensaram em descrever o estágio a que uma determinada língua tinha chegado em algum momento de sua história (sincronia), ou imaginar que eles não trabalharam nunca com alguma noção de sistema, limitando-se a considerar as mudanças que a língua sofre ao longo do tempo ( diacronias)



3-       Desenvolvimento de ‘’Linguística estruturais’’


3-1 A escola linguística de Praga
Desenvolveu-se entre as duas guerras mundiais, e beneficio-se do fato de ter conseguido hamonizar os ensinamentos de Saussure com um outra importante linha de reflexão sobre a linguagem, a do psicólogo vienense Kart Buhler.

3-2 A glossemática
Tendo como figuras de ponta os dinamarqueses Luis Hjelmslev e Viggo Brondal, a glossemática desenvolve-se na Universidade de Copenhague, onde o ensinamento de Otto Jespersen tinha consolidado uma forte tradição de estudo crítico da gramática.


3-3 O funcionamento
Para identificar a França com o estruturalismo tinha contribuído, nos anos anteriores, uma orientação que se autodenominou funcionalismo, e foi liderada por um linguista que tinha mantido fortes contatos com os Círculos de Praga e Copenhague: André Martinet.

3-4 Roman Jakobson
A última figura que evocaremos neste panorama dos estruturalismo europeus é Ramon Jakobson.

4-       O estruturalismo fora da linguística
Em suma, se o estruturalismo  projetou a linguística foi também porque a linguística conseguiu fornecer as outras ciências modelos estruturais de análise que foram por algum tempo moeda de troca num intenso intercâmbio interdisciplinar .

5-       O estruturalismo americano
Quando se fala em estruturalismo americano pensa-se num amplo aspecto de trabalhos que foram realizados nos Estados Unidos da América entre as décadas de 1920 e 1950 e em autores que cultivaram interesses de pesquisa bastante diversificados.

6-       O estruturalismo encara seus limites
No final dos anos 1960, justamente quando sua importação começava a impulsionar a criação de uma disciplina linguístico autônomo no Brasil, o paradigma estruturalista já estava dando no hemisfério norte, claros sinais de esgotamento.


Epílogo: alguns saldos para linguística brasileira
Sem dúvida, desapareceu o clima de entusiasmo dos anos 1960. Naquela época, os adeptos da nova ciência exageraram a importância de alguns autores que eles haviam tomado por modelo, dedicando-lhes um culto nem sempre compatível com seus méritos.


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